Ao aportarmos em terras lusitanas, após duas semanas improvisando um inglês básico em Londres e em solo francês, a primeira sensação foi de alívio ao podermos usar o velho e difícil português. Mais ou menos como estar em casa.
Nossa hospedagem em Lisboa ficava bastante próxima ao metrô e tivemos algumas surpresas nessa etapa da nossa viagem. A primeira foi que no hotel o café da manhã era farto como no Brasil, bem diferente de onde já havíamos passado. A parte ruim eram os constantes avisos para termos cuidado com os furtos de carteiras no metrô e um estranho vento encanado que nos pegava na rua ao lado da estação. Andávamos com roupa de verão, mas como sempre era noite quando retornávamos dos passeios, então o danado era sempre frio. Isso fazia com que eu, como "a friorenta", pagasse o mico de passar nessa rua correndo.
No primeiro dia, ansiosos por conhecer o cartão postal da cidade, fomos à Praça do Comércio de onde pudemos admirar o famoso Rio Tejo. Andamos pelas antigas ruas de casas que nos lembravam o nosso próprio passado nas cidades históricas do nosso país. Os azulejos eram as principais referências. Nos encantamos com os nostálgicos bondes. E logo descobrimos um restaurante onde almoçávamos deliciosos pratos feitos com bacalhau e comíamos pastel de Belém como sobremesa.
Estando lá, um dia em Sintra é obrigatório. Pegamos um ônibus e fomos conhecer o Castelo dos Mouros. Para percorrer suas muralhas e torres, é preciso fazer uma longa caminhada para chegar a uma parte mais alta de onde se tem uma bela vista do local. Claro que fizemos pelo menos um pit stop porque era um pouco cansativo, porém compensador ver de perto aquela típica construção do século VIII no estilo Mouro. Ao sairmos de lá, fomos conhecer o colorido Palácio da Pena, a antiga residência de verão do Rei Fernando II. Construído sobre a Serra de Sintra, isolado em seu topo, oferece uma vista completa e impressionante do local, além de ser frio até no verão. Foi a moradia favorita da família real no reinado de Carlos I, cuja esposa redecorou os principais cômodos.
De volta a Lisboa, passeamos pelas ruínas do Castelo de São Jorge, uma construção, a qual conseguíamos visualizar de várias partes do centro histórico. E como queríamos ver mais do passado dos nossos colonizadores, fomos para Belém, conhecer o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, a cujo topo subimos por meio de estreitas escadas giratórias. Perto dali aproveitamos para visitar o belíssimo Mosteiro dos Jerônimos, onde vimos os túmulos do descobridor Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões. Mas havíamos ido mesmo visitar o de Fernando Pessoa, grande poeta português, visto que meu marido é um dos admiradores e leitor de suas obras. Não podíamos sair de lá sem comermos um pastel de Belém, iguaria nascida lá e batizada portanto com o nome de seu local de origem, mas normalmente denominado pastel de nata no Brasil. Para tanto, fomos à famosa Confeitaria Nacional, conhecida exatamente por causa dos seus pastéis
Lisboa, no entanto, também tem seu lado moderno e por isso fomos até o parque das nações onde nos divertimos muito. Caminhamos às margens do Tejo, de onde pudemos admirar a gigantesca Ponte Vasco da Gama e até ver um enorme navio passar sob ela, porque apostávamos que ele toparia nela. Brincamos no Pavilhão do Conhecimento em seu museu interativo. Também atravessamos parte do parque em um pequeno teleférico, do qual confesso que tive medo. Mas o melhor estava por vir e era o Oceanário, o mais completo do planeta, o número 1. Ficamos fascinados. Viramos crianças abobadas diante daquele mundo marinho, onde podíamos ver de muito perto todas as espécies, sobre as quais temos mais curiosidade, desde as águas-vivas até os tubarões.
Por fim, no próprio parque, fomos para a nossa última parada, o Centro Vasco da Gama, um enorme shopping onde gastaríamos nossos últimos euros. No dia seguinte iríamos voltar para o Brasil após três semanas na Europa em nossa viagem dos sonhos.
Nossa hospedagem em Lisboa ficava bastante próxima ao metrô e tivemos algumas surpresas nessa etapa da nossa viagem. A primeira foi que no hotel o café da manhã era farto como no Brasil, bem diferente de onde já havíamos passado. A parte ruim eram os constantes avisos para termos cuidado com os furtos de carteiras no metrô e um estranho vento encanado que nos pegava na rua ao lado da estação. Andávamos com roupa de verão, mas como sempre era noite quando retornávamos dos passeios, então o danado era sempre frio. Isso fazia com que eu, como "a friorenta", pagasse o mico de passar nessa rua correndo.
No primeiro dia, ansiosos por conhecer o cartão postal da cidade, fomos à Praça do Comércio de onde pudemos admirar o famoso Rio Tejo. Andamos pelas antigas ruas de casas que nos lembravam o nosso próprio passado nas cidades históricas do nosso país. Os azulejos eram as principais referências. Nos encantamos com os nostálgicos bondes. E logo descobrimos um restaurante onde almoçávamos deliciosos pratos feitos com bacalhau e comíamos pastel de Belém como sobremesa.
Estando lá, um dia em Sintra é obrigatório. Pegamos um ônibus e fomos conhecer o Castelo dos Mouros. Para percorrer suas muralhas e torres, é preciso fazer uma longa caminhada para chegar a uma parte mais alta de onde se tem uma bela vista do local. Claro que fizemos pelo menos um pit stop porque era um pouco cansativo, porém compensador ver de perto aquela típica construção do século VIII no estilo Mouro. Ao sairmos de lá, fomos conhecer o colorido Palácio da Pena, a antiga residência de verão do Rei Fernando II. Construído sobre a Serra de Sintra, isolado em seu topo, oferece uma vista completa e impressionante do local, além de ser frio até no verão. Foi a moradia favorita da família real no reinado de Carlos I, cuja esposa redecorou os principais cômodos.
De volta a Lisboa, passeamos pelas ruínas do Castelo de São Jorge, uma construção, a qual conseguíamos visualizar de várias partes do centro histórico. E como queríamos ver mais do passado dos nossos colonizadores, fomos para Belém, conhecer o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém, a cujo topo subimos por meio de estreitas escadas giratórias. Perto dali aproveitamos para visitar o belíssimo Mosteiro dos Jerônimos, onde vimos os túmulos do descobridor Vasco da Gama e do poeta Luís de Camões. Mas havíamos ido mesmo visitar o de Fernando Pessoa, grande poeta português, visto que meu marido é um dos admiradores e leitor de suas obras. Não podíamos sair de lá sem comermos um pastel de Belém, iguaria nascida lá e batizada portanto com o nome de seu local de origem, mas normalmente denominado pastel de nata no Brasil. Para tanto, fomos à famosa Confeitaria Nacional, conhecida exatamente por causa dos seus pastéis
Lisboa, no entanto, também tem seu lado moderno e por isso fomos até o parque das nações onde nos divertimos muito. Caminhamos às margens do Tejo, de onde pudemos admirar a gigantesca Ponte Vasco da Gama e até ver um enorme navio passar sob ela, porque apostávamos que ele toparia nela. Brincamos no Pavilhão do Conhecimento em seu museu interativo. Também atravessamos parte do parque em um pequeno teleférico, do qual confesso que tive medo. Mas o melhor estava por vir e era o Oceanário, o mais completo do planeta, o número 1. Ficamos fascinados. Viramos crianças abobadas diante daquele mundo marinho, onde podíamos ver de muito perto todas as espécies, sobre as quais temos mais curiosidade, desde as águas-vivas até os tubarões.
Por fim, no próprio parque, fomos para a nossa última parada, o Centro Vasco da Gama, um enorme shopping onde gastaríamos nossos últimos euros. No dia seguinte iríamos voltar para o Brasil após três semanas na Europa em nossa viagem dos sonhos.
13/04/2024