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| Foto: De'Andre Bush |
"Pegue a segunda faixa à direita", "Pegue a saída 28 a 100m", "Trânsito lento. Sua viagem atrasará 15min", "Atraso de 10min para chegar ao destino. Acidente na estrada". Esse era o nosso ultra eficiente GPS que veio com o carro que alugamos. Na hora em que começamos a entrar numa cidade com inúmeras e gigantescas vias de acesso cheias de faixas, saídas e múltiplos viadutos, ele nos guiou até a porta do nosso hotel. E isso foi uma boa surpresa. Sem brigas com uma voz que não te escuta e sem instruções erradas, só tínhamos elogios para ele.
Foi curioso ver que o nosso hotel era como nos filmes, no formato em U, com um estacionamento em frente. Parecia um motel americano, mas o quarto era imenso e o café da manhã, estranhamente, simples. Isso não era esperado. Mas o melhor era que ficava em uma avenida transversal a do Teatro Chinês, onde é feita a entrega do Oscar. Estávamos em Hollywood.
E se o lugar é o paraíso da indústria cinematográfica, aproveitamos para conhecer os mais diversos estúdios e cenários de filmes famosos, séries e programas. Passamos por entre os Dinossauros do Jurassic Park e os destroços de "Aeroporto"; nos assustamos com o assassino de "Psicose" e com o tubarão do filme de mesmo nome. Conhecemos os figurinos das produções de Harry Potter e passamos pela prova do chapéu seletor. Tiramos foto no sofá da série "Friends" e andamos no auditório de Ellen Degeneres.
Claro que passeamos pela calçada da fama e tiramos fotos ao lado das estrelinhas e mãos dos nossos maiores ídolos. Nós nos decepcionamos com a aparente ausência de glamour do teatro onde é feita a entrega da estatueta mais cobiçada do planeta. Como não podia deixar de ser, tiramos fotos com o famoso e gigantesco letreiro de fundo com o nome do lugar onde brotam as superproduções.
Um dia, fomos tentar conhecer o observatório da cidade e o GPS nos levou para um dos acessos que estava fechado, mas, inesperadamente, para chegar lá passamos por inúmeras ruas de mansões onde moram os artistas hollywoodianos. Estávamos em Beverly Hills.
Para não perder nada daquela cidade icônica resolvemos fazer um city tour. Passamos pela Rodeo Drive, rua onde os famosos compram suas roupas e, muitas vezes, até fecham as lojas para terem atendimento exclusivo. Passamos, também, em frente ao prédio no qual foram feitas as filmagens de um dos filmes mais assistidos, "Duro de Matar," onde um andar inteiro do edifício voa pelos ares. Vimos o pier de Santa Monica e sua roda gigante, que é a marca daquele lugar, e voltamos lá depois para almoçar no Bubba Gump. Este divertido restaurante temático, decorado com fotos do filme "Forrest Gump", faz parte de uma cadeia de lojas que pertenceu a Tom Hanks.
Um dia, fomos passear na orla e nos admiramos com as diversas lojas que vendiam produtos à base de Cannabis sativa, teoricamente apenas para fins medicinais. Também nos espantamos com a enorme quantidade de carros da polícia que protagonizaram uma cena cinematográfica para prender um bêbado desarmado, que perturbava o ambiente e tentava se evadir, correndo em zigue-zague pela praia. Depois desse dia, entendemos os exageros das cenas policiais americanas.
Para
nos despedir da cidade e comemorar meu aniversário, escolhemos
conhecer o Hard Rock Café local, o único em que nos aventuramos a
entrar para comer durante nossas viagens. Em outros fomos só para
olhar as curiosas roupas e guitarras doadas por grandes roqueiros ou
para comprar algum souvenir.
#Partiu Big Sour.
Uma das estradas mais bonitas do planeta.
16/06/2023

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