Após conhecer Toledo, partimos de Madri para o nosso segundo bate e volta: Segóvia. Mais um patrimônio da humanidade. Dessa vez, tivemos uma grande surpresa ao sermos recepcionados por algumas paisagens cobertas de neve ao descermos do trem. Em razão da friagem do dia anterior, logo vimos a estação e os morros branquinhos ao redor.
Assim que chegamos ao que seria a entrada da parte antiga, nos encantamos com a visão dos aquedutos romanos, os quais, com seus 2000 anos, são o cartão postal da cidade. Para ficar melhor, havia um acúmulo de neve na frente, desenhando um quadro ainda mais bonito. Essa é aquela hora em que o turista fica com cara de bobo e querendo tirar centenas de fotos por minuto. Evidentemente, fizemos ali muitas poses. Depois, subimos até o acesso mais alto possível dessa gigantesca construção para apreciar a visão desse ponto.
Após o deslumbre inicial, fomos conhecer a sinistra estátua do Diabo, que tira selfies. Ele está mais para diabinho e, com ele, tiramos uma também. Depois disso, fomos conhecer a Casa de Los Picos - um estranho nome para nós - datada dos anos 1400. Ela faz jus a uma fachada de pedras de granito talhadas em forma de diamante para cumprir uma finalidade defensiva. Hoje, ali funciona uma escola de artes.
Seguindo em direção ao Centro, passamos pela Plaza de Medina del Campo, onde há um conjunto de construções governamentais medievais, no meio das quais, encontra-se a bela estátua do herói popular Juan Bravo. Ele foi decapitado após se rebelar contra injustiças sociais na época do Rei Carlos I, em uma guerra conhecida como A revolta das Comunidades de Castela. Nessa época, o Brasil havia acabado de ser descoberto e Segóvia, ainda hoje, guarda a memória de um tempo anterior, enquanto nós, ao contrário, vivemos de mudar ou apagar a nossa história.
Como a maioria das cidades espanholas, ela também tem a sua Plaza Mayor. No passado, o seu grande pátio foi um local, no qual a famosa Isabel de Castela se fez proclamar Rainha de Castela e Leão, um escândalo e ousadia para os costumes da época. Hoje, existe um coreto no centro e está cercada por restaurantes com espaço aberto, hotéis, o teatro Juan Bravo, a Câmara Municipal e a grandiosa Catedral de Segóvia. Fomos conhecer essa igreja, porque sua arquitetura gótica com detalhes majestosos impressiona. Lá vimos indumentárias de bispos dos anos 1700, cheias de imponência; órgãos e tetos de diferentes desenhos e formatos. Tudo com muita arte e riqueza refletindo o auge do poder da Igreja Católica, na Idade Média.
Após uma longa caminhada pela antiga cidade, decidimos almoçar em um restaurante de pratos típicos da região. Lá nos serviram uma jarra de vinho da casa, cuja qualidade nos conquistou, como a maioria dos vinhos tradicionalmente feitos para esses estabelecimentos. A surpresa foi o sabor dos pratos. Ao mesmo tempo que eles se assemelhavam aos da nossa culinária, tinham um especial toque ibérico, como a fabada, uma versão catalã da dobradinha brasileira.
Nosso objetivo seguinte seria conhecer alguns mirantes, de onde poderíamos ter as mais diversas vistas, desde montanhas cobertas de neve até as partes baixas da cidade. E como último ponto de visitação fomos ao Alcázar, o castelo de Segóvia, o qual nos recepcionou com uma ponte movediça ao velho estilo medieval. Usado como palácio, foi uma das moradias favoritas dos reis de Castela naquele período. Também serviu de prisão e quartel. Como hoje abriga um museu de artilharia, vimos muitas armaduras e vestimentas dos cavaleiros da Idade Média e de seus cavalos, bem como espadas, e toda a sorte de armas da época. Em particular, é um castelo bastante preservado e interessante de onde se avista uma diversidade de paisagens cheias de beleza, um estímulo aos nossos clicks.
Antes de nos despedirmos daquela cidade, vasculhamos o comércio, aproveitando para comprar suvenires. Foi quando consegui a minha espada templária, com uma bela base para acomodá-la, e uma miniatura de um cavaleiro templário, que pertencia a uma ordem militar medieval de Cavalaria da Igreja Católica. Esses artefatos me remetem a um tema que me fascina. Curiosamente, cruzamos com uma procissão de início da quaresma. Diferente das nossas, os fiéis carregavam, perfilados, um tradicional estandarte e enormes cajados adornados. Em seguida, passamos pelos aquedutos e, antes de irmos embora, demos a última olhada naqueles monumentais arcos romanos.
Assim que chegamos ao que seria a entrada da parte antiga, nos encantamos com a visão dos aquedutos romanos, os quais, com seus 2000 anos, são o cartão postal da cidade. Para ficar melhor, havia um acúmulo de neve na frente, desenhando um quadro ainda mais bonito. Essa é aquela hora em que o turista fica com cara de bobo e querendo tirar centenas de fotos por minuto. Evidentemente, fizemos ali muitas poses. Depois, subimos até o acesso mais alto possível dessa gigantesca construção para apreciar a visão desse ponto.
Após o deslumbre inicial, fomos conhecer a sinistra estátua do Diabo, que tira selfies. Ele está mais para diabinho e, com ele, tiramos uma também. Depois disso, fomos conhecer a Casa de Los Picos - um estranho nome para nós - datada dos anos 1400. Ela faz jus a uma fachada de pedras de granito talhadas em forma de diamante para cumprir uma finalidade defensiva. Hoje, ali funciona uma escola de artes.
Seguindo em direção ao Centro, passamos pela Plaza de Medina del Campo, onde há um conjunto de construções governamentais medievais, no meio das quais, encontra-se a bela estátua do herói popular Juan Bravo. Ele foi decapitado após se rebelar contra injustiças sociais na época do Rei Carlos I, em uma guerra conhecida como A revolta das Comunidades de Castela. Nessa época, o Brasil havia acabado de ser descoberto e Segóvia, ainda hoje, guarda a memória de um tempo anterior, enquanto nós, ao contrário, vivemos de mudar ou apagar a nossa história.
Como a maioria das cidades espanholas, ela também tem a sua Plaza Mayor. No passado, o seu grande pátio foi um local, no qual a famosa Isabel de Castela se fez proclamar Rainha de Castela e Leão, um escândalo e ousadia para os costumes da época. Hoje, existe um coreto no centro e está cercada por restaurantes com espaço aberto, hotéis, o teatro Juan Bravo, a Câmara Municipal e a grandiosa Catedral de Segóvia. Fomos conhecer essa igreja, porque sua arquitetura gótica com detalhes majestosos impressiona. Lá vimos indumentárias de bispos dos anos 1700, cheias de imponência; órgãos e tetos de diferentes desenhos e formatos. Tudo com muita arte e riqueza refletindo o auge do poder da Igreja Católica, na Idade Média.
Após uma longa caminhada pela antiga cidade, decidimos almoçar em um restaurante de pratos típicos da região. Lá nos serviram uma jarra de vinho da casa, cuja qualidade nos conquistou, como a maioria dos vinhos tradicionalmente feitos para esses estabelecimentos. A surpresa foi o sabor dos pratos. Ao mesmo tempo que eles se assemelhavam aos da nossa culinária, tinham um especial toque ibérico, como a fabada, uma versão catalã da dobradinha brasileira.
Nosso objetivo seguinte seria conhecer alguns mirantes, de onde poderíamos ter as mais diversas vistas, desde montanhas cobertas de neve até as partes baixas da cidade. E como último ponto de visitação fomos ao Alcázar, o castelo de Segóvia, o qual nos recepcionou com uma ponte movediça ao velho estilo medieval. Usado como palácio, foi uma das moradias favoritas dos reis de Castela naquele período. Também serviu de prisão e quartel. Como hoje abriga um museu de artilharia, vimos muitas armaduras e vestimentas dos cavaleiros da Idade Média e de seus cavalos, bem como espadas, e toda a sorte de armas da época. Em particular, é um castelo bastante preservado e interessante de onde se avista uma diversidade de paisagens cheias de beleza, um estímulo aos nossos clicks.
Antes de nos despedirmos daquela cidade, vasculhamos o comércio, aproveitando para comprar suvenires. Foi quando consegui a minha espada templária, com uma bela base para acomodá-la, e uma miniatura de um cavaleiro templário, que pertencia a uma ordem militar medieval de Cavalaria da Igreja Católica. Esses artefatos me remetem a um tema que me fascina. Curiosamente, cruzamos com uma procissão de início da quaresma. Diferente das nossas, os fiéis carregavam, perfilados, um tradicional estandarte e enormes cajados adornados. Em seguida, passamos pelos aquedutos e, antes de irmos embora, demos a última olhada naqueles monumentais arcos romanos.
18/05/2024

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