terça-feira, 22 de outubro de 2024

A Veneza original

Ponte Rialto                                    Feirinha no barco


É preciso especificar porque ela inspira outras Venezas, como a brasileira e a francesa. Além disso, existe a distinção entre Veneza e Mestre. A primeira é a ilha e a segunda, a parte do continente. Então é necessário decidir onde se hospedar. De uma para outra, são poucos minutos de trem ou ônibus. Ficar em uma ou outra tem suas vantagens e desvantagens. Escolhemos ficar em Mestre e o nosso hotel era adorável. Nos dois dias e meio lá, com muita facilidade, usamos o trem para ir até a ilha.

No primeiro dia, conforme recomendado, fomos nos perder nas ruelas cortadas por canais e pontes, onde tiramos muitas fotos típicas. Um verdadeiro labirinto! O objetivo era chegar na Praça San Marco, onde fica a Basílica de mesmo nome, o lugar mais famoso da região. Normalmente, repleto de turistas, torna-se difícil conseguir uma foto sem parecer um ponto na multidão. Na ocasião, com os primeiros casos de Covid, o lugar esvaziou e poucas pessoas ainda andavam por lá. A vantagem foi não disputarmos cada centímetro daquele chão e tirarmos ótimas fotos com a Basílica, o Campanário e o Palácio Ducal como pano de fundo.

O segundo dia foi para explorar as suas pontes icônicas. A dos Suspiros guarda a história dos antigos prisioneiros que, ao passarem por ela, davam o derradeiro suspiro ao ver a cidade pela última vez, antes de entrarem na prisão. A Rialto, conhecida como a Ponte dos Amantes, é a mais famosa. Cheia de lojas de suvenires e muitos arcos. Lá comprei um gracioso e diferente brinco azul. É uma construção com quase a idade do Brasil. Bonita de se ver, fotografar e aproveitar um pouco de sua paisagem, coroada por pássaros brancos. A ponte Dell’Accademia, construída no século XIX, em madeira e ferro, é bem arqueada e lembra as usadas em jardins e parques. Para contrastar com as outras, em 2007, foi erguida a da Constituição, uma ponte moderna, cujo projeto foi elaborado pelo mesmo engenheiro responsável pelo Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Sempre a utilizávamos para entrar e sair da parte mais antiga da ilha.

Nesse dia, também exploramos as mais belas paisagens de onde tínhamos uma ampla visão da parte histórica e do mar, de águas esverdeadas, com muitos barcos e construções.

Não andamos de gôndola, mas vimos dezenas delas ancoradas, aguardando turistas. Vimos, também, nos canais, barco de frutas e verduras, numa pequena feira ambulante. Nas ruelas, cheias de lugares para comer e pequenas lojas, desfrutamos da pizza mais gostosa que encontramos na Itália e compramos pequenas garrafas de Limoncello, um delicioso licor à base de limão siciliano. Além disso, não resisti e comprei algumas lembrancinhas com a cara da cidade e umas poucas bijuterias, porque eram muito diferentes. Então encerrei as compras.

O dia seguinte foi para dar o último passeio com ar de despedida para, à tarde, seguir viagem. Mais uma estação de trem e mais uma gostosa jornada por trilhos, dessa vez com destino a Florença.

22/10/2024

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