Era um desejo do meu imaginário conhecer Diamantina. Ouvia muito falar do seu Carnaval. No entanto, quando li "Os sonhos não envelhecem", de autoria de Márcio Borges, fiquei ainda mais curiosa para ver de perto o lugar onde parte da turma do Clube da Esquina foi, um dia, em busca de inspiração.
O melhor foi constatar que ela era tão inspiradora quanto havia imaginado. Cheia de ruas e recantos que nos convidam a todo momento a uma fotografia. Seu sítio histórico nos transporta facilmente ao passado. Era o meio do ano quando a visitamos. Um clima agradável nos acompanhava com noites bastante frias, em que nos aquecíamos com uma bebida a qual esquentasse o corpo e a alma. O em torno cheio de natureza exuberante também nos conquistou e aproveitamos para conhecer belas paisagens, incluindo rios e cachoeiras.
Quando descobri que a casa de Xica da Silva, uma mulher negra que deixou a sua marca em uma época de puro preconceito e escravagismo, ainda existia, quis muito conhecê-la. A música que leva o seu nome marcou uma época da minha vida, e aquela antiga construção criaria uma conexão com as minhas lembranças.
Suas ruas de pedra guardam muita história. Lá o ex-presidente Juscelino Kubitschek, um filho ilustre daquela terra, também deixou seu pedaço de vida. Uma parte de sua passagem ficou registrada em uma casa onde viveu até a sua juventude e hoje é um lugar de visitação o qual colocamos em nosso roteiro.
Um lindo passadiço tornou-se símbolo da cidade e criou uma visão perfeita para uma foto. Suas incontáveis ladeiras que cansam os visitantes, mas são a fonte de exercícios de seus moradores, criam um ar romântico com seus casarões cheios de eiras e beiras.
Um passeio imperdível para quem está turistando na região é conhecer Biribiri, uma pequena vila que parece ter parado no tempo. À primeira vista, é inevitável associá-la a um cenário de novela de época. Chegar lá em um dia comum foi encontrar um silêncio que já não conhecemos. Algo como só ouvir os sons da natureza: o farfalhar das folhas ou o canto dos pássaros. Um lugar ideal para, acima de tudo, descansar nossos neurônios.
Ao deixar para trás a cidade dos antigos exploradores de diamante, meus olhos só agradeciam por tudo que viram. E também pela experiência de me sentir em um tempo vivido por uma cultura tão diferente da nossa, mas tão marcante, que deixou sua alma em cada palmo de chão e parede. Ainda hoje eles nos falam de seu modo de vida e o que de bom e de ruim foi deixado como legado. Uma mensagem para quem tem olhos para ver. Um lugar que nos faz até pensarmos que se vivêssemos lá, a vida passaria com mais vagar.
10/11/2023
O melhor foi constatar que ela era tão inspiradora quanto havia imaginado. Cheia de ruas e recantos que nos convidam a todo momento a uma fotografia. Seu sítio histórico nos transporta facilmente ao passado. Era o meio do ano quando a visitamos. Um clima agradável nos acompanhava com noites bastante frias, em que nos aquecíamos com uma bebida a qual esquentasse o corpo e a alma. O em torno cheio de natureza exuberante também nos conquistou e aproveitamos para conhecer belas paisagens, incluindo rios e cachoeiras.
Quando descobri que a casa de Xica da Silva, uma mulher negra que deixou a sua marca em uma época de puro preconceito e escravagismo, ainda existia, quis muito conhecê-la. A música que leva o seu nome marcou uma época da minha vida, e aquela antiga construção criaria uma conexão com as minhas lembranças.
Suas ruas de pedra guardam muita história. Lá o ex-presidente Juscelino Kubitschek, um filho ilustre daquela terra, também deixou seu pedaço de vida. Uma parte de sua passagem ficou registrada em uma casa onde viveu até a sua juventude e hoje é um lugar de visitação o qual colocamos em nosso roteiro.
Um lindo passadiço tornou-se símbolo da cidade e criou uma visão perfeita para uma foto. Suas incontáveis ladeiras que cansam os visitantes, mas são a fonte de exercícios de seus moradores, criam um ar romântico com seus casarões cheios de eiras e beiras.
Um passeio imperdível para quem está turistando na região é conhecer Biribiri, uma pequena vila que parece ter parado no tempo. À primeira vista, é inevitável associá-la a um cenário de novela de época. Chegar lá em um dia comum foi encontrar um silêncio que já não conhecemos. Algo como só ouvir os sons da natureza: o farfalhar das folhas ou o canto dos pássaros. Um lugar ideal para, acima de tudo, descansar nossos neurônios.
Ao deixar para trás a cidade dos antigos exploradores de diamante, meus olhos só agradeciam por tudo que viram. E também pela experiência de me sentir em um tempo vivido por uma cultura tão diferente da nossa, mas tão marcante, que deixou sua alma em cada palmo de chão e parede. Ainda hoje eles nos falam de seu modo de vida e o que de bom e de ruim foi deixado como legado. Uma mensagem para quem tem olhos para ver. Um lugar que nos faz até pensarmos que se vivêssemos lá, a vida passaria com mais vagar.
10/11/2023

Realmente Diamantina é mágica! Os carnavais tb são muito bons! e o seu texto me transportou para lá! Parabéns!
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