sábado, 16 de dezembro de 2023

O relógio astronômico

O filho fotografando a Torre
do Relógio astronômico


Estávamos em Estrasburgo, na casa de uma amiga, quando o plano era passear pela região da Alsácia, um lugar de lindas cidades em estilo medieval. Mas, também, aproveitar que havíamos alugado um carro e conhecer duas cidades na Suíça, porque seria a oportunidade.

Para tanto, compramos um adesivo, o qual foi colocado no vidro do carro, pois seria um passe para cruzarmos a fronteira. Ao adentrarmos no país conhecido pelos seus chocolates, paramos em um posto de gasolina para tomar um café. Foi o mais impressionante em que já estivemos, com uma loja gigante, que vendia deliciosos cafés e lanches. Tudo tão perfeito para uma loja de conveniência, que até o banheiro era primorosamente cuidado.

Chegamos em Berna, em um quase bate-e-volta, pois tínhamos apenas um dia para conhecer os pontos mais interessantes. Aproveitamos bem. Tiramos belas fotos no centro. Passamos em frente ao escritório onde Einstein trabalhou, e nos impressionamos com uma loja de vinhos, cujas garrafas tinham um tamanho avantajado e na vitrine já chamavam a atenção dos transeuntes.

Nos encantamos com o Zytglogge, a torre de um relógio astronômico, construído pouco depois do descobrimento do Brasil. Ele indica os dias do mês e da semana, as quatro estações, as fases da lua, o posicionamento da Terra em sua órbita e até os signos. E ao caminhar pelas margens do Rio Aar que cruza a cidade com suas águas cor de esmeralda, desfrutamos de paisagens fantásticas. De suas pontes, fizemos registros, os quais ficarão em nossas lembranças. A Catedral da cidade foi outro ponto visitado por nós, por sua beleza única, além dos diversos jardins e ruas medievais da parte histórica.

Dos percalços dessa passagem, ocorreu um: pegamos trem elétrico na direção errada, tivemos de descer algumas paradas depois e, em seguida, retornar ao ponto onde o havíamos pegado inicialmente. Ação necessária para seguirmos no sentido correto. Além disso, como a linha desse trem passava exatamente em frente ao nosso hotel, a noite foi mal dormida em razão de uma manutenção dos trilhos nessa madrugada. Era um tal de "Pain! Pain! Pain!”, o qual vimos, pela janela, que se tratava de marteladas para ajuste do metal, onde deslizam os vagões, em seus vai-e-vens diários. E para variar, como era inverno, havia aquecimento no quarto, o qual não podíamos controlar. Começamos, então, a sentir calor, algo comum de acontecer a brasileiros nessas situações. A solução: abrir a janela e deixar entrar um pouco do ar gelado, equilibrando a temperatura.

O curioso foi descobrir que o famoso índice McDonald's, o qual reflete o poder de compra no país conforme o preço do Big Mac, lá é um dos mais altos do mundo. Se este fast food sempre nos salva nas situações em que o preço aperta, quando estamos fora do Brasil, dessa vez foi inusitado constatar que nem lá estávamos a salvo. Em compensação, foi a salada mais gostosa que já comi nessa rede.

Nesse contexto, confirmamos que precisávamos de mais de um dia para explorar tudo o que a cidade oferecia. Entretanto, o índice Big Mac nos dizia: NÃO! Ainda dormimos lá uma noite, mas cedo, partimos para conhecer outra cidade. É claro, não sem antes passar em uma das lojas de chocolate e levar o que nos cabia, legítimos assim como os relógios e canivetes multiuso, que ganharam fama mundial. Destes últimos, ainda compramos um exemplar, que servirá por uma vida: vermelhinho, com uma cruz em cima, para daqui a algumas décadas ainda lembrarmos de onde ele veio.

16/12/2023


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