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| Mirante das Mangabeiras |
Próxima parada: Ouro Preto. Mais uma vez? Sim . Seria a terceira vez em uma cidade que nos conquistou. Andar por suas velhas ruas é sempre prazeroso, uma viagem no tempo. A sensação que ela nos provoca nos deixa sempre uma saudade com desejo de voltar.
Foi com esse espírito que chegamos
com o casal de amigos que estava conosco em Inhotim. Visitamos mais
uma vez lugares os quais já conhecíamos para mostrar a eles:
museus, igrejas, casarões, paisagens e novamente comemos pão de
queijo em nossa lanchonete favorita. A novidade foi conhecer uma
pizzaria de sabores incríveis.
Dessa vez, era inverno e nos deparamos com um frio que nos deixava um pouco desconfortáveis à noite. Foi preciso deixar o bar que sempre íamos porque o sistema de aquecimento a gás era ineficiente. Um lugar despreparado para esse clima e onde as paredes de pedra das casas centenárias guardam o frio. Nesse cenário, só com muitas camadas de cobertas para conseguirmos dormir.
Depois de aproveitarmos o clima aconchegante e concluir o nosso roteiro, pegamos a estrada para a capital mineira. Muitas curvas, em pouco tempo quase todos dormiam no carro. Chegamos cansados e famintos em Belo Horizonte, mas havia uma missão: devolver o carro à locadora. O difícil foi encontrar o caminho em um lugar com rotatórias cercadas de inúmeras saídas. Depois de um custoso embrolho com um italiano cujo carro tentava entregar, mas ninguém falava a sua língua, nos desvencilhamos do automóvel para não termos que dirigir em um difícil trânsito para nós.
Fizemos um roteiro de um dia para BH. Após um delicioso café da manhã no Mercado Central, partimos para começar nossos passeios. Chamamos dois táxis e começou uma corrida imaginária. O casal que estava conosco chegou primeiro em um museu o qual havíamos acertado para conhecer. Lá nos cruzamos. E enquanto assistíamos a uma interessantíssima apresentação onde um grupo de atores encenavam um momento da Inconfidência mineira, cada um inserido em um dos quadros das paredes, o casal de amigos saiu para o próximo destino.
Os dois se dirigiram ao Mineirão para uma visita guiada. Como a próxima já iria começar, optaram por seguirem sem nós, que estávamos a caminho. Nesse contexto, tivemos que entrar no horário seguinte quando eles estavam saindo e optaram mais uma vez de continuar sozinhos. Era horário de almoço e o plano inicial era almoçarmos juntos, mas...
Cada grupo seguiu separado. Então almoçamos rápido e nos apressamos a fim de subir o Mirante das Mangabeiras, um agradável parque, de onde teríamos uma fantástica vista da cidade. Acreditamos que eles estariam lá a nossa espera, entretanto, mais uma vez fomos surpreendidos e ficamos meu marido, meu filho e eu a contemplar a paisagem e nos perguntar onde estaria o casal e porque não haviam nos esperado. A resposta foi que queriam aproveitar o único dia na cidade e não quiseram perder tempo, então correram para "cruzar uma imaginária linha de chegada".
Na volta desse passeio resolvemos tomar um café em uma simpática cafeteria toda decorada com fotos de artistas da terra. Lá nos indicaram um bar onde muitos artistas mineiros costumavam se encontrar, alguns do famoso Clube da Esquina o qual sou fã. Quase íamos, mas a distância nos fez desistir. Essa foi uma decisão na qual me arrependi profundamente. Uma oportunidade que dificilmente terei novamente.
Naquela noite, fomos a um restaurante comemorar o meu aniversário e fizemos um brinde a viagem na qual nos divertimos muito e conhecemos novas e belas paisagens. O casal preferiu uma balada. Respeitamos a escolha. No dia seguinte, nos despedimos e cada grupo pegou seu voo de volta para casa - eu já pensando na próxima aventura na terra das Minas Gerais.

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