![]() |
| Banho nas piscinas naturais - Barra de Cunhaú |
Semana Santa com feriadão era um convite para uma viagem de carro. Sem reservar hotel, fato normal nos tempos em que a internet inexistia, partimos numa quinta-feira à noite, com a recomendação de uma praia ao norte da Paraíba. Um colega de trabalho do meu marido havia tecido extensos elogios a um lugar de nome quase familiar aos nossos ouvidos, então decidimos conhecê-lo.
A princípio, parecia que não encontraríamos o local. Sem GPS nem mapa, apenas seguimos as indicações do colega. Finalmente, quando chegamos, tivemos a estranha sensação de que havíamos confundido o nome do lugar, porque não correspondia à descrição recebida. Não havia nada que chamasse a atenção, nem fosse atrativo. Certos de que havíamos nos enganado de alguma forma, decidimos voltar para a estrada e seguir em frente.
Estávamos bem próximos da divisa com o Rio Grande do Norte. Uma coisa sabíamos: as primeiras praias daquele estado eram muito turísticas e seria impossível encontrar vaga em um feriado. Assim que começamos a parar à procura de pousadas, confirmamos nossa teoria. A solução seria seguir em frente e fomos. Sem mapas tecnológicos, a opção era perguntar nas cidades pelo caminho onde poderíamos encontrar um bom lugar ali perto para nos hospedarmos. Sob a nossa orientação, passávamos essa missão ao meu sobrinho, na época com 12 anos, e que estava viajando conosco. De forma hilária, ele quase colocava as pessoas para correr. Não era proposital! Entretanto, seu jeito abrupto de interpelar as pessoas as assustava.
Mas ao final, conseguimos pistas que nos ajudaram a chegar em uma praia próxima, um lugar pouco conhecido naqueles anos. Lá encontramos uma nova e simpática pousada que nos recebeu. Eram em torno das 10 horas da noite, quando entramos no quarto em que ficaríamos meu marido, meu filho, meu sobrinho e eu. Um curioso espaço com uma cama de casal em que poderiam caber os quatro hóspedes.
Ao amanhecer, as boas surpresas foram surgindo. Descobrimos uma pequena e agradável piscina natural, da qual relutávamos para sair e torrávamos ao sol. Estávamos na praia de Barra de Cunhaú. Na hora do almoço, encontramos um restaurante muito agradável à beira-mar, onde comemos um delicioso peixe. Depois, passeamos pela cidade, compramos suvenires e percebemos que ali havia uma bela fauna, com um manguezal admirável, hoje explorado turisticamente. Foi um lugar que nos surpreendeu e onde nos divertimos. Os frutos do mar eram comuns e baratos, e meu marido e sobrinho se fartaram de camarões. Mais um motivo para o sucesso do encontro daquele lugar inesperado.
No domingo, tivemos de voltar cedo, porque meu marido tinha um compromisso, mas estávamos satisfeitos pelo achado. Voltamos super queimados do sol de tanto usufruir da nossa pequena piscina salgada de águas límpidas, mas felizes com o nosso final de semana, onde a sorte foi não encontrar o destino que era nosso objetivo.
16/02/2023

O inesperado foi altamente positivo!
ResponderExcluirE viva o inesperado!
ResponderExcluir