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| Jardins da Prefeitura - 40 anos das Olimpíadas |
Não há como falar de Montreal e não lembrar da sua inesquecível olimpíada de 1976. Por motivos diversos, seu nome ficou tanto gravado, naturalmente, na história desse evento, como na lembrança de quem viu surgir a inigualável Nadia Comaneci. Ela foi a primeira ginasta a receber uma nota 10 nas barras assimétricas e mais seis notas máximas. Tudo isso com apenas quatorze anos de idade. Esse também foi um evento aberto pela rainha Elisabeth II. Dentre as novidades que marcaram a competição, ocorreu a introdução das modalidades femininas no basquete, handebol e remo.
Estando lá, é claro que fomos visitar o estádio olímpico com a placa onde ficaram registrados os feitos dessa épica ginasta, cuja trajetória é digna de um filme de Hollywood. Andamos por parques, museus e um conhecido mercado, como é de praxe. No parque Du Mont Royal, ficamos a admirar a vista da cidade. Como sempre vamos conhecer a Notre Dame (Nossa Senhora) do lugar onde estamos, fomos conferir mais uma suntuosa Catedral dessa importante figura feminina da Igreja Católica.
Naquele ano, seria o 40º aniversário das Olimpíadas na cidade. Nos jardins da Prefeitura, conferimos o símbolo desse evento com os 5 anéis dos continentes, caprichosamente desenhados com plantas podadas. De todas as belas construções que visitamos, entretanto, uma nos deixou boquiabertos: o Oratório St Joseph. Ele foi construído em uma parte alta e para chegar ao andar principal é necessário subir duas escadarias. Chegando lá, se vê na base da construção um lindo jardim. Tudo muito grandioso, feito para impressionar.
Assim como em Quebec, vimos o Rio São Lourenço banhando a cidade, e o Parque Jean Drapeau é um dos pontos onde se pode desfrutar a visão desse extenso rio. Havia tanto para se explorar que a nossa ânsia por cumprir uma longa lista de atrações que a cidade oferece nos deixou fadigados.
No último dia, abreviamos nosso roteiro só passeando pelas agitadas ruas de comércio próximas ao hotel. Como um registro final perto dali, na frente do Museu de Belas Artes, nos fotografamos com as curiosas esculturas em seus jardins. Este fez valer a despedida de uma cidade charmosa e conhecida pela qualidade de vida que proporciona aos seus habitantes. Foi um lugar que nos fez refletir sobre o que fazer quando temos tanto para conhecer e já estamos cansados. É preciso aceitar que nem sempre podemos ou conseguimos visitar tudo o que desejamos, quando estamos em um certo estágio de uma viagem. E a essa verdade, saciados nos rendemos.
18/08/2023

